terça-feira, 14 de setembro de 2010

Biografia de Antonielson Sousa


Nasceu na cidade de Coroatá – MA, em 14 de novembro de 1989. Filho de Cledina Maria do Vale Sousa, servidora pública e Antonio Raimundo Franco de Sousa, pedreiro. Apesar de novo, é casado com Paloma D`lua, com quem tem uma filha (Eloá Cristinne). Sempre estudou em escolas públicas, tanto em Coroatá como na capital São Luis.
Passou por uma experiência de vida muito difícil mesmo antes de nascer, quando sua mão sofreu um terrível acidente durante o sexto mês de gestação, levando os médicos a anunciarem uma triste notícia: Antonielson não sobreviveria, pois a mãe perdera muito sangue. Porém, ignorando tais diagnósticos, tudo correu bem e Antonielson nasceu normal como qualquer outra criança. No entanto, em seus primeiros anos de vida, teve que se acostumar a viver mais nos hospitais que em casa, culpa de outros problemas de saúde.
Foi no início de sua adolescência que ele começou a se apaixonar pelas palavras e a escrever suas primeiras poesias. Escreve também contos, romances e artigos científicos. Seu primeiro incentivador foi seu professor de literatura Cloves Costa Araujo (falecido). 
É apaixonado por música. Toca alguns instrumentos, em destaque uma de suas paixões: seu violão. 
No dia 04 de abril de 2009 passou por outro momento delicado. Vindo de um show gospel junto a mais quatro colegas numa madrugada de sábado para domingo, se evolveram em um acidente na BR que liga a cidade de Bacabal-MA com Coroatá-MA. Atingindo cerca de 100 km/h foram surpreendidos por animais na estrada. Em reação imediata, o motorista desviou dos animais atirando o carro num barranco com aproximadamente 15 metros de altura. O veículo ficou completamente destruído, no entanto não houve vítimas fatais. Antonielson vinha no banco de trás e teve um corte profundo no rosto, mais precisamente um pouco acima do olho esquerdo, lembrança que ainda leva em si através de uma cicatriz e vários outras por todo o corpo. Outro colega teve ferimentos parecidos, e o terceiro acabou fraturando a bacia. 
Esse é o escritor brasileiro, cristão, que encanta a todos com seus versos profundos e de sentimentos inigualáveis.
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Sou assim










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Sou teu estranho,
Teu veneno,
Teu silêncio.
Sou tua impaciência,
Teu medo,
Tuas lágrimas.
Sou teus versos,
Teus sonhos,
Tua discórdia.
Sou tuas dúvidas,
Teu sorriso,
Teu choro.
Sou eu
Próximo de você.
Eu, em você.

Antonielson Sousa
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Escrever poesias








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Escrever poesia é como voar por um universo vasto cheio de imaginações, onde expressamos os mais variados sentimentos...
É expulsar o ser manso ou irreverente intrínseco em nossos desejos...
É como caminhar de olhos fechados por pontes eufônicas, numa estrada infinda, porém limitada
É abandonar o mundo real e viver por instantes em uma realidade própria, exilado dos momentos rotineiros.
Escrever poesia é estar o mais perto possível de si mesmo, transformando e encantando seu próprio mundo.
É desbravar o inimaginável em busca de um objetivo idealizado através de um sentimento vivido, sentido...
É ir sempre mais um pouco, é ser calmo, ser louco; é ter nas mãos a capacidade de dar formas às idéias calculadas no espaço de nossas mentes, freneticamente encarnando um ser de encantada introspecção.
Escrever poesia é isso, é dar vida ao filho num instante incalculável, fruto de um romance imerecido, de uma paixão desordenada, de um sentimento qualquer, de relevantes estradas.

Antonielson Sousa
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Amigo é assim mesmo








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És o acaso em controvérsia,
Princípio de decepção.
Olhar para quem estava ao teu lado
E sentir que te abandonaram,
É como enfrentar obstáculos
Com os olhos vendados.

Ai você enxerga que os muitos são poucos,
E que os poucos são preciosos.
São eles que nos oferecem
O ombro para chorarmos.
Nos fazem crer
Que é possível recomeçar.
E muitas vezes são por eles
E com eles que erguemos a cabeça.

Amigo é assim mesmo,
Irmão de alma.
Seres capazes de sentir o que sentimos,
De enfrentar o que enfrentamos,
De chorar se choramos.

És-me então humildemente a agradecê-los,
Por estarem ao meu lado
Nas mais extremas horas;
Por me fazerem sentir especial;
Por sorrirem, por ouvirem, por serem.

Perdoem-me pelos erros cometidos,
Pois não há nada em mim
Que não seja humano.
E é essa imperfeição que nos aproxima,
E nos faz irmãos, nos torna amigos. 

Antonielson Sousa
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tua distancia é minha tortura










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Tenho saudade de tanta coisa
Que me prendo a esse vício de querer
Voltar no tempo.
Talvez por ter me tornado
Esse dependente
De tudo o que há em ti,
Tudo que vem dê ti.
Porém o tempo impôs suas leis,
E não há nada que eu possa fazer
Nessa imutável ordem do destino.
Mas como queria tê-la
Em meus braços outra vez.
Queria conversar, sorrir,
Queria beijá-la, fingir,
Que tudo se resumia
Em nós dois,
Como nos bons dias de outrora.
Eu e você, sobre o silêncio
Daquela majestosa noite,
Entregues às nossas paixões.

Antonielson Sousa
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dúvidas sobre mim










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Te ver tão linda assim,
Fez-me sentir um tolo.
Pois deixei meu corpo
Ser dominado
Por meus desejos.
Clamei desesperadamente
Para que cruzasse
Teus olhos com os meus,
Queria sentir-me mais vivo,
Como nos dias em que
Apertava tua mão,
Tocava teu corpo,
Beijava tua boca.
Mas você relutou,
Mesmo contra a vontade
Que bradava em tua alma.
Percebi ao menos,
Que continuas
Misteriosa, imponente,
Com esses olhos
Quase perfeccionistas.
Não queria estar confuso,
Mas acho que me
Apaixonei outra vez.
Você é esse ser
Capaz de me conter.
É esse acorde tão perfeito
Que me faz pedir:
Canta comigo,
Canta, por favor.


Antonielson Sousa


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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Versos de um homem









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Talvez eu esteja andando por um caminho pertinente a possível dor...
Mas faço aquilo que acredito; que me faz ser quem sou.
Percebo em outra dimensão que eu era um livre prisioneiro.
Vagava fingindo ser feliz, sem fazer o que amo, sem meus anseios.
Por caminhos prazerosos, mas também refrativos.
A felicidade era plena, alva como a neve.
O problema, eu vejo, não me retratava espontaneidade.
Preciso consegui-la com meus sonhos, com minhas verdades.
Fui um exímio fundamentalista,
Incapaz de enxergar além da atmosfera que me rodeava.
Sem ser sincero com meus próprios princípios.
Fui um inocente achando ser devedor.
Fugindo, se escondendo do que sempre digo:
Preciso simplesmente ser quem eu sou.

Antonielson Sousa
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Paixão sem fronteira







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Sou um eterno apaixonado de braços abertos.
Apaixonado pela música,
Que penetra em meus ouvidos
E me faz enxergar pureza, perfeição, vida,
Mesmo com os olhos fechados.
Pelo futebol,
Que desperta diferentes sentimentos,
E nos faz sentir humanos, feitos de carne e osso.
Pela a arte da leitura,
Que nos leva a universos únicos e intocáveis.
Pela beleza que é dar vida àquilo que escrevemos,
Quando nos sentimos deus, criando constelações
Ilimitadas, ecoando por relevantes mundos.
Apaixonado pelo ser humano,
Que se supera, inventa, questiona, ama.
Apaixonado por mim mesmo,
Por ser capaz de se apaixonar.
Apaixonado pela indecifrável vida,
Que nos proporciona todos esses sentimentos.

Antonielson Sousa
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Mistérios de uma paixão








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Meus pensamentos estão em um só caminho
Reorganizando os versos simples que construí.
Nesta vida tão impressionante,
Que me fascina e me encanta.
Por vezes fui surpreendido,
Por outras, decepcionado.
Ainda assim não consigo entender:
Como podes ser tão perfeita.
Ignora todos os meus questionamentos
Sendo o que simplesmente é.
Talvez porque não há um princípio,
Talvez porque sejamos o sonho do nada.

Antonielson Sousa
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Você saiu de repente


Não consigo ver meu mundo sem você
Estou num deserto sangrando sem parar
Minha vida nunca foi a mesma
Eu mesmo não sei quem eu sou
E ainda assim, preciso dizer
Você foi o sonho que eu perdi
No momento em que fechei meus olhos


Antonielson Sousa
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